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Aumente um ponto
[Sexta-feira, Julho 08, 2005]
Enfim, bacharel
Custou mas o filha nasceu, só falta pegar o canudo. Nesta última segunda feira fui sabatinado durante uma hora e dez minutos por uns sujeitos que queriam me derrubar de qualquer jeito, na apresentação da minha polêmica monografia "A Questão Agrária e o Crime de Esbulho Possessório". Para aqueles que não manjam de "advogês" significa uma análise à luz do Direito Penal, das ocupações de terra promovidas pelos movimentos sociais. Concluo pela ausência de crime, discorre sobre desobediência civil, que entendo ser um direito fundamental e outras chatices para aqueles que entraram aqui em busca de contos nitidamente amadores, mas contos. Acho que ficou bacana e me orgulho não resiste a informá-los que encerrei minha vida acadêmica com um redondo 10. Quem tiver interesse em ler não me incomodo em disponibilizá-la. Até pra quem não é da área jurídica mas tem interesse pelo tema acho que pode ser interessente, pois dedico um longo capítulo à questão agrária, contando a origem do latifúndio, o histórico da luta pela terra, dados sobre o conflito no campo e o que foi feito até hoje em termos de reforma agrária. Enfim, chega de falar sobre minha monografia.
Sem contos por enquanto. Estudo é a palavra do momento, mas pra não deixar de falar de literatura, vou retomar a coluna
As insignificantes opiniões do Amado
Apesar de ser Amado e parente distante confesso que até pouco tempo não tinha lido nada do Jorge. Não é que o cara é bom? Deviam fazer uma lei segundo a qual todos aqueles que habitam grandes centros deveriam ler Capitães da Areia uma vez a cada cinco anos. Nestes tempo de "mata, mutila, destrói!" nos ajuda a ver ser humanos por detrás dos papéis de marginalizados, membros das forças do mal.
Acabei de ler Gabriela Cravo e Canela. A personagem é tão interessante que quase me apaixonei pela moça. É um livro um tantinho só prolixo, mas recomendo.
Fico por aqui, encerrando um longo silêncio.
Abraços e beijos.
Obs.: não, nada de dôto adEvogado. Ainda tenho que passar no exame de ordem (prova da OAB) pra ostentar o título de Ilustríssimo Senhô Dotô Adevogado, com anel de rubi e broche da OAB na lapela.
Obs.2: como sou prevenido, antes que o Roberto Jefferson diga alguma coisa, me defendo previamente: não conheço os senhores Marcos VAlério, Genuino, Delúbio, José Dirceu. Coloco desde já meus sigilos bancário (cheque especial, mas ainda sem juros, porque sou cliente Real e tenho 10 dias sem juros no cheque especial. Este banco existe. Este banco é Real), fiscal (sou isento, mas vá lá) e telefônico (plano perfil de 100 minutos, não dá pra negociar muita coisa) à disposição daPolícia Federal, das 24CPI's e 69 CPMI's.
por Renato Amado * 5:10 PM
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